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Trinta e Um

7 de maio de 2018
Há alguns dias, mas exatamente no dia 27 de abril, eu cheguei passei a marca dos 30 anos, e o "problema" de ter trinta e um anos é que você é bastante cobrado, muito mais pelos outros do que por nós mesmos, mas isso não quer dizer que nos deixamos de lado, que desistimos de nossos objetivos ou que nos julgamos inferiores e incapazes e sim que quem está de fora tem muita pressa para ver os resultados (e erros) dos outros, pois aparentemente é muito mais fácil julgar do que aconselhar.



Eu mesma já perdi as contas da quantidade de vezes que ouvi: “Nossa, tuas irmãs casaram, saíram de casa e tu ainda mora com teus pais?”, tem também aquela prima da mãe da afilhada da minha irmã, que não me conhece um pingo, e nem imagina que estou fazendo o segundo curso superior, que tenho dois empregos e ajudo em casa, mas quando quando me vê não perde a oportunidade de dizer que está na hora de eu estudar para passar num concurso público e tal comentário causa estranheza porque a mesma abandonou a escola sem concluir o ensino fundamental e vive da pensão que os pais dos filhos dela pagam. É para rir, né?

Desculpe se soei prepotente até aqui, mas cá entre nós quando eu tinha dezesseis anos eu jurava que aos vinte e seis eu já seria uma mulher cheia de responsabilidade, com diploma, viajada e bem sucedida, disso tudo ficou apenas a certeza de que sou uma mulher com um diploma o sucesso ficou mais para frente e para mim isso não tem o menor problema porque o que importa mesmo é que eu sei onde quero chegar e o caminho que tenho de percorrer para chegar lá.

Chegar aos trinta e um solteira e sem filhos foi uma escolha e não algo que aconteceu ao acaso, da mesma forma eu escolhi morar com os meus pais até agora, e antes que perguntei, sim, eu ajudo em casa (tanto com as tarefas domésticas como financeiramente), mas mesmo assim é óbvio que pretendo ter meu canto um dia e para isso guardo uma graninha na caderneta de poupança (eu sei que pode não ser o método mais vantajoso, mas eu prefiro prezar pela segurança do “investimento” por hora) e vez por outra eu busco em sites da internet por imóveis à venda, mas nem é algo que me cobro de forma imediata, embora eu saiba que esse dia vai chegar.

Várias gurias do meu círculo de amizade quando decidiram sair da casa dos pais (algumas delas por motivos bobos) decidiram por casar com o primeiro que apareceu na frente, literalmente, e já escutei de muitas que teria sido bem mais inteligente buscar casas ou apartamentos à venda pois quando passa a lua-de-mel os problemas começam a aparecer e a decisão que até então tinha sido a mais certa se torna a mais estúpida da vida.

Por um tempo, eu busquei ansiosamente a aprovação dos outros, hoje já tenho idade suficiente para entender que se ninguém calça meus sapatos e percorre meu caminho é bobagem querer que entendam minha jornada. Disso isso, meninas, quero deixar para vocês alguns conselhos de uma balzaquiana:

1. Seja você mesma sem medo de ser feliz,
2. O que os outros falam de você é problema deles e não seu,
3. Quando sentirem que chegou a hora de sair de casa não saiam brigados com os pais e/ou familiares,
4. E por últimos quando resolverem sair de casa busquem comprar ou alugar imóveis de alguém com credibilidade (existem várias empresas mega sérias no mercado) e nunca (nunca mesmo) assinem ou aceitem um contrato sem ler. Fechado?
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