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Você foi o meu "para sempre"...

22 de outubro de 2018
“Você já foi o meu “para sempre”, o meu “nunca mais” e, agora, o meu “até daqui a pouco”. Preciso confessar que, assim, não me leva a mal, mas achei que tinha te perdido completamente. Já tinha até começado a seguir a minha vida, a conhecer outras bocas, passear por outras histórias, até que o meu celular tocou. Era você. Assustadoramente, era você. E eu, que já tinha ensaiado te mandar para o inferno na primeira oportunidade, não consegui mover nem sequer um músculo.

Atendi. Afônico. O que eu iria dizer? O que eu iria perguntar? Eu não queria saber como você estava. Eu sempre tive muito medo de que você estivesse bem demais sem mim. Tão bem que, sei lá, fosse capaz de me esquecer. E, aparentemente, você tinha feito isso. Você encenou esse personagem muito bem. Juro que acreditei. Quis te comprar um Oscar, mas você não merecia tanto. Você merecia que eu tivesse tido forças para não atender. Mas eu sou fraco quando o assunto é seu nome.



Ouvi tudo que você tinha a me dizer. Ouvi, sem respirar, cada passo que você me descreveu na sua tentativa desesperadora de viver outras coisas para me arrancar do seu coração. Aprendi, antes de você, que isso era impossível de ser feito. Seria como apagar uma tatuagem com água e sabão.

Então, agora, só me diz o que eu faço com todos os conselhos dos meus amigos, com todos os livros, textos e frases que eu li, com os rabiscos que eu mesmo fiz, com todas as promessas de que me perder de você foi a melhor coisa que tinha acontecido comigo?! Me diz o que eu faço com tudo isso que eu tentei acreditar quando, na verdade, eu só queria voltar para vinte e quatro horas antes do dia do nosso adeus e apagar os dias seguintes e emendar ele no hoje?! No agora?!

Paguei a minha língua. Fui fraco. Fui qualquer coisa. Sou apaixonado. Eu poderia negar para Deus e todo o mundo, eu poderia jurar, eu poderia prometer. Eu poderia. Mas, depois que eu ouvi tua voz no telefone, esqueci tudo. Até como se pronuncia – vai para o inferno. Não. Não vai. Eu não quero precisar me queimar para te tirar de lá. Meu coração já ardeu demais. Vem, vamos juntos reconstruir o nosso lar. Ainda temos muitas páginas em branco para decorar.”

*Texto original foi escrito por Matheus Rocha e publicado em seu instagram. O conteúdo foi considerado divertido e interessante a ser compartilhado.
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