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Tiro, porrada e bomba!

2 de março de 2019
Antes de tudo, peço desculpa se você chegou até esse post pensando que esse post iria fazer alguma referência à pensadora contemporânea Valesca Popozuda, eu realmente detesto decepcionar você, mas infelizmente não é o caso.

Porém, se você gosta de ler "histórias" sobre empatia (ou falta dela), continua lendo o post que eu prometo fazer valer a pena!

Eu sempre ouvi falar sobre empatia e sobre como era legal se por no lugar do outro, mas a menos que você já tenha vivenciado algo parecido, dificilmente você vai ver alguém se manifestar em alguma situação, principalmente se for em defesa do menos abastado, uma prova viva disso são aqueles experimentos sociais feitos pelo Show da Vida (aka Fantástico) e que na maioria das vezes a gente assiste as pessoas presenciarem situações extremamente revoltante sem se quer mover um dedo, até ficam por ali observando, mas só para saber da fofoca.



Atitude. É isso que falta nessa geração mimizenta que se formou e que se acha sempre melhor do que o outro. Tom de pele, posição social, sobrenome importante e coisas do tipo na te fazem mais merecedor de respeito do que o pai de família que acorda todo dias às 5h da manha para estar na empresa pontualmente e trocar toda sua energia para te atender. 

As pessoas estão cada vez mais chatas. Já parou para analisar uma fila de Supermercado na véspera de um feriadão em que o comércio vai ficar fechado por uns 3 dias? As pessoas (que deixaram para comprar nos 45" do segundo tempo) estão sempre extremamente apressadas e acreditam que a pressa delas é melhor que a do coleguinha pq ele está de HB20 e o coleguinha de Celta. Sem falar nas que têm o dia inteiro para ir às compras e deixam para ir ao supermercado fazer as compras do mês inteiro ás 17:55h, afinal elas tem todo tempo do mundo foda-se que o mercado feche ás 18h.

Outra coisa que me deixa extremamente puta, nos supermercados em si, é que os clientes que já chegam à loja mega atrasados para os próprios compromissos e esperam que você resolva o atraso deles e como existem fatores como fila e outras coisitas mais que podem fazer a experiência dele demorar muito mais do que os fantásticos 15 segundos que ele tinha calculado eles se sentem no direito de destratar os funcionários da loja (e nossa, como os operadores de caixa sofrem com isso) afinal eles tem de ficar calados e ai deles se responderem porque o fulano sempre se diz ser um doutor importante que pode ferrar com a vida do colaborador que estava ali para fazer nada menos do que seu trabalho.

Tem também aqueles clientes patéticos que se acham os sabichões e chegam citando o Código de Defesa do Consumidor como o Ash Ketchum invoca o raio de trovão do Pikachu e nem conseguem entender que toda empresa tem protocolos que devem ser seguidos para resolver o seu problema, pode ser algo instantâneo. Pode. Mas pode demandar uma espera de 5 minutos ou mais dependendo da complexidade da situação e da demanda existente naquele momento. Aprendi com, a mulher mais sábia que conheci na vida, minha mãe, que na vida a gente consegue resolver as coisas com muito mais facilidade quando a gente vai na calma, na elegância do que aos berros. Berrar por "respeito" quando você está desrespeitando um funcionário, que está ali para te atender, não te faz mais merecedor de atenção, pelo contrário, te torna chato... E nossa, que preguiça eu tenho de gente chata!

E para fechar esse post, ouso dizer que acredito que todos esses tipos mencionados acima deveriam tentar trabalhar como vendedor, estoquista ou operador de caixa por uma semana (ou quem sabe pôr um filho para vivenciar a situação) para eles sentirem na pele, sabe? Talvez com isso eles aprendessem a se pôr no lugar do outro e respeitar. 

E com que autoridade eu digo essas coisas? Deixa eu contar um segredo para vocês, no momento eu "estou" operadora de caixa e a minha sensação ao sair de casa é sempre a por possível, dá um aperto no coração, a boca fica seca, a cabeça pede insistentemente para ficar em casa e nem é medo de ser assaltada na rua ou na função (que aliás eu já fui) é porque eu nunca sei o que vai rolar naquele dia: vão me dar um tapa? me chamar de vagabunda de novo se faltar 5 centavos no troco? amaldiçoar até a minha 15ª geração porque a fila está demorando? Parece bizarro e ter quilos de exagero embutido nisso aí, mas são apenas algumas das situações reais que eu e minhas colegas de trabalho vivenciamos todos os dias e não aparece ninguém para dizer: Ow, respeita a moça ela só está fazendo o trabalho dela e seguindo o protocolo como foi ensinada (minha mãe falaria, mas ela é aquele 1 em 1 milhão). E não é só na loja que eu trabalho que acontece esse tipo de coisa, já li vários relatos de operadores de caixa na internet e alguns vídeos no Youtube que contam a mesma coisa, alguns com riqueza de detalhes até maior. 


As pessoas estão loucas, não dá mais para esperar humanidade ou educação de pessoas em um país onde dançar funk nas escolas e agredir professores é bem de boas enquanto a "ameaça" de ter de hastear a bandeira nacional e entoar o hino são considerados verdadeiros crimes e exageros desmedidos.
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