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O caso Carlinhos Maia e o (mal) exemplo

29 de outubro de 2019
Recentemente o digital influencer Carlinhos Maia se viu envolvido em mais uma polêmica, que aliás devia ser o nome do meio do rapaz, afinal Carlinhos Maia está para polêmica como Tiririca está para humor.  

Em turnê, o rapaz se hospedou em um hotel e desabafou no stories com seus quase 17 milhões de seguidores que no lugar tinha um quadro que o deixava arrepiado toda vez que passava pelo mesmo. O motivo: a moça pintada no retrato não tinha face. Resoluto como ele (só que não) ele resolveu que a moça devia ganhar um rosto e de mão de uma caneta azul ele simplesmente vandalizou a obra de arte, de acordo com o mesmo, com autorização do pessoal responsável pelo hotel. Óbvio!


Porém, a artista que havia pintado o quadro não gostou da atitude do rapaz e jogou toda a sua insatisfação nas redes sociais. A partir daí teve muita discussão sobre a atitude do rapaz. Houve quem achou a atitude da autora do quadro exagerada, Léo Dias disse que se ela vendeu o quadro para o hotel eles podem fazer o que quiser com ele e que ela está com muito mimimi para pouca coisa. Para Lívia Andrade, sua colega de programa no SBT, o humorista agiu errado e completou seu argumento com passagem da Lei de Direitos Autorais que fala basicamente que ela vendeu a posse do produto e não os direitos autorais, logo eles não poderiam fazer quaisquer alteração sem uma consulta prévia.

E ele admitiu que errou? Não. Óbvio que não, ele é o senhor todo poderoso dos @ e que tem o poder de mudar a vida de quem recebe seus arrobas, de acordo com ele mesmo. Até parece que ele vai perder o tempo dele pedindo desculpas, né??


...Mas daqui a pouco ele posta stories no instagram chorando e dizendo que se arrependeu e fica tudo bem, e bola segue para frente. Porém, o que me apavora é uma pessoa do tamanho que é (quase 17 milhões de inscritos só no instagram) e sem o menor preparo para ser influencer e influenciar as pessoas a fazer coisas certas e dar rumos corretos.

Imagina se a moda pega e uma criança que segue esse rapaz, e que ainda não tem uma maturidade para saber o que é certo ou errado vai sair replicado esse tipo de comportamento internet a fora. "Ah, mas é muito mimimi.... Influencer não estão aí para educar, quem deve dar educação são os pais" ! De fato, a escola ensina gramática, matemática, ciências e whatever e os pais educam para viver em sociedade sem invadir o espaço do coleguinha e talz, mas já pararam para pensar que as crianças não conseguem filtrar esse tipo de exemplo e simplesmente replicam?

Temos vários exemplos de crianças que quase morreram asfixiadas com o tal cinnamon challenge, temos o guri que teve parte do corpo queimado ao replicar um desafio do Youtuber Emerson Zóio (teve até reportagem sobre isso) e muitas outras coisas que às vezes nem chegam a mídia.

Eu digo isso porque por um longo período eu trabalhei em um supermercado e assim que a super responsável (só que não nesse planeta) youtuber Camila Loures começou a publicar vídeos: Quem compra mais em menos tempo? Fiz isso no Supermercado vem ver o que aconteceu... as crianças começaram a replicar o comportamento da moça. Crianças de condomínios próximos passavam o dia apostando corrida de carrinhos e enchendo os carrinhos sem os pais darem uma olhada feia se quer e no final do dia tínhamos dúzias de carrinhos par devolver, mas afinal de contas esse era nosso trabalho mesmo.

Acredito que esses influencers deveriam pensar no tipo de influência que querem ser. Parar para pensar no que as atitudes deles agora interferem na vida de outra pessoa e ressignificarem sua vida, sua imagem e anyway! Em alguns casos não basta ter uma assessoria que serve mal para vender shows e presença vip (e morder uma parte do cachê do cara), seria ideal a maioria deles ter um consultor (pode ser coach também, já que tá na moda) e alguém responsável para gerir os conflitos, como uma cortina de fumaça para tirar a atenção nos momentos em que os caras erram, porque a maioria deles erra feio, erra rude e na hora de reconhecer que errou argumenta que a internet está chata, que é um humorista e que humor não tem limite (mas tem sim) ou simplesmente que não fez por mal. Sinceramente: De boas intenções o inferno está cheio! Vamos trabalhar mais e falar menos e aí sim...
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